UrbanSolPlus em Portugal

O projecto Urban Sol Plus é desenvolvido no âmbito do Programa Energia Inteligente Europa e tem como objectivo promover a adopção de sistemas solares térmicos em edifícios multi-residenciais existentes e edifícios classificados como património histórico.  

Na actual conjuntura energética, é imperativo estudar novas soluções que permitam compatibilizar e optimizar os recursos existentes com as necessidades energéticas inerentes à utilização de edifícios. Neste contexto, a Comissão Europeia aprovou a Directiva 2009/28/EC, em que reforça esta necessidade e define metas para a produção local de energia em edifícios a partir de tecnologias de aproveitamento de energias renováveis. Esta solicitação é válida tanto para novos edifícios como para edifícios alvo de grandes reabilitações, pelo que faz sentido, no actual panorama do mercado imobiliário em que as taxas associadas à nova construção são cada vez mais reduzidas, juntar esforços na análise de oportunidades no património edificado existente.

 

Motivados por este enquadramento são já vários os países que desenvolvem projectos com vista a abordar esta temática, nomeadamente da integração de tecnologias de aproveitamento de energias renováveis em edifícios existentes.

 

Em Portugal, a utilização de sistemas solares térmicos é paradigmática, quer pelo enquadramento nacional que torna obrigatória a sua instalação em novos edifícios e grandes reabilitações, quer pelos diversos programas de incentivo que têm sido implementados nesta área.

 

No âmbito do Urban Sol Plus vários municípios Europeus vão partilhar as suas experiências, analisar casos de sucesso e preparar planos de acção para desenvolver experiências piloto à escala local, com vista à identificação das melhores estratégias de promoção da instalação de sistemas solares térmicos em edifícios multi-residenciais e edifícios classificados.

 

O desafio em edifícios multi-residenciais coloca-se ao nível dos condomínios, da harmonização da solução que melhor serve os interesses dos ocupantes, da infra-estrutura técnica de produção e distribuição de energia térmica e do modelo de negócio que pode ser promovido mediante cada solução e com diferentes parceiros de gestão e manutenção do sistema.

 

Ao nível dos edifícios classificados o desafio coloca-se na arquitectura e estrutura do edifício e na conjugação entre o valor patrimonial do edifício e as suas necessidades energéticas. Actualmente os edifícios abrangidos por esta classificação são considerados excepções ao cumprimento de alguns dos critérios dos regulamentos de conforto térmico em edifícios. No entanto as áreas patrimoniais sofrem cada vez mais de problemas de desertificação e abandono, pelo que urge desenhar novas soluções que compatibilizem as necessidades de conforto dos edifícios com os requisitos de conservação do património classificado.


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